UM BAZAAR DE TALENTOS
O Mix Bazaar está de volta e Laurita Leão também volta aos palcos do Mix apresentando muita dança, com Nadima Murad e Grand Jetê, e muita música, com Movimento Cultural Canta Brasil e Grupo Folclórica Elizabeth Santos, a partir das 14h.
A MIX DJ abre uma pista em frente ao Guaíba e coloca a galera toda pra dançar. E se você quer ser DJ aproveite o workshop com o DJ Bexiga, durante a feira das 14h às 16h, se inscrevendo pelo mixbazaar@terra.com.br.
15 jovens estilistas disputam as 3 vagas do Bazaar de Talentos. Domingo, às 19h. Logo após, o primeiro coletivo de moda da cidade, Casa de Tolerância, apresenta sua coleção de inverno, On Ice, inspirada nos patinadores de gelo, às 20h.
Toda esta programação acompanhada de mais de 80 expositores e se você cansar pode aproveitar as atividades gratuitas do Lounge do SENAC Moda e Beleza.
Não perca um fim de semana cheio de moda, música e dança. Um mix de culturas.
Serviço:
FESTA MIX
Sábado, 7 de junho
às 23h
Club Neo (Plínio, 427)
DJs: Thiaguinho Princess, Ed Amaral e E-Flux
Ingressos: antecipados na Colcci por R$ 10, e na hora por R$ 15,
FEIRA:
7 e 8 JUNHO
ARMAZÉM A - CAIS DO PORTO
DAS 10h às 21h
Ingresso: R$ 3, ou 2kg de alimento não perecível, exceto sal e açúcar, que serão doados ao Comitê de Ação Solidária do RS.
Mix Bazaar. Um mix de estilos. Um bazaar de idéias.
Há 13 anos, a maior feira de variedades do sul do país.
Visite: www.mixbazaar.com.br + www.mixbazaar.blogspot.com
Fonte: Bruno Ost - Comunicação Mix Bazaar
na semana que passou (de segunda a quinta), estive em são paulo, para um curso de curso de Crítica de Moda com a Maria Prata fofa editora da Vogue (foto ao lado), na Escola São Paulo (que tem uma infinidade de cursos ótimos nas áreas das artes, cultura, comunicação e afins). o curso tb teve a participação da Vivian Whiteman (editora da Folha de São Paulo) e da Erika Palomino (a loira da foto à esquerda, pra quem não conhece).
mais do que elencar os elementos de uma boa crítica de moda, o curso foi ótimo pq levantou discussões sobre a realidade da moda brasileira, sua história, o jornalismo especializado e chegou ao ponto nodal: a crítica de moda vinculada ao mercado porque a moda é um negócio e ponto.
Ora, alguém tinha dúvida? Nenhuma novidade (até porque a história das revistas mostra que a publicidade de moda é um dos principais pilares que sustenta as publicações). A liberdade está associada ao mercado de moda. porque a moda contemporânea é a moda determinada pelo mercado, não existe moda-arte. A editora da FSP foi taxativa.
A dificuldade é: como lidar e como trabalhar com isso, como fazer crítica de moda nesse cenário, pra que lado vai ou está indo o jornalismo de moda? que moda é essa? que jornalismo é esse?
o jornalismo de moda é necessariamente um jornalismo de moda comercial?
Então, foi o próprio movimento comercial da moda no BRasil, acompanhado e potencializado pela cobertura de jornais, revistas, tv, sites, blogs que vem consagrando cada vez mais a moda como show-business.
o fato é que a abordagem de pautas tb mudou em função disso (e vice-versa). a recorrência de matérias ligadas a “quem é destaque nas semanas de moda” na e fora das passarelas, a bastidores, famosos, ao belo, ao bizarro, ao exagerado, voltadas mais para o entretenimento (e não apenas nas revistas de celebridades) aumentou muito e é preponderante.
isso tb é muito cultural num Brasil que se inspira nos seus artistas nacionais e nas novelas, difusoras de tendências, em marcas que levam atores e atrizes e cantores famosos pras passarelas, em revistas de celebridades que não falam mal da vida de seus ídolos (fenômeno nacional).
Por que?
O culto às celebridades (iniciado nos anos 60, com o boom da televisão), foi anunciado em 1969 por Edgar Morin quando argumentou no livro "As transformações da cultura de massa no século XX", a respeito da “nova” mitologia, apta e responsável por edificar um “Monte Olimpo” (a morada dos deuses gregos), na qual os olimpianos – as “celebridades” – circulam permanentemente entre o mundo da projeção e da identificação, mecanismo do qual a mídia se apropria.
ora, as revistas, jornais, sites e tal, a partir de seus “personagens”, despertam desejos de identificação, aspiração e consumo, já explica Morin 40 anos atrás.
então, o que o Morin explica na teoria é o que acontece de verdade com as pessoas e as marcas fazem na prática, pra vender mais e se fortalecer:
colocam as celebridades lá pra desfilar e, pra completar, a mídia faz a cobertura com bastante destaque.
é isso também que explica os sucessos de novelas cujos temas é uma vida luxuosa e as revistas estilo Caras, QuemAcontece... - os pobres lêem porque aspiram chegar àquele universo, os ricos obviamente porque se identificam. no final das contas, todo mundo quer é consumir aquilo.
ah, e essa tendência contemporânea no jornalismo - jornalismo-celebridade - (e em que a moda está inserida, mas não é exclusiva, penso que é um momento em que isto vem sendo potencializado pela(s) própria(s) realidade(s) social(is) e por suas diferenças, pela "experiência imagética" da oferta excessiva e cultura do entretenimento e do consumo, que a gente entende simplesmente vivendo, ou lendo Melinda Davis, no livro A nova cultura do desejo (de 2003).
um processo que mais do que entender, precisamos (vi)ver. enxergar, mesmo. sem pressa.
FOTO desfile: João Kaarah - SPFW julho 2006
